10 Jogos Incríveis que Você talvez Nunca Jogou (Mas Deveria!)

Existe aquele jogo que é simplesmente fantástico, incrível mas que quase ninguém conhece, que por algum motivo, talvez por causa dele ter sido lançado junto com alguma franquia maior, algum evento especial ou fora do comum no mundo ou por uma má divulgação da produtora, esse jogo não conseguiu se tormar muito conhecido. Pois é, hoje nós vamos explorar alguns games injustamente esquecidos — verdadeiras joias escondidas que mereciam ser jogados. Agora vamos descobrir 10 jogos incríveis que talvez você nunca jogou mais deveria jogar.

🎮 1. Beyond Good & Evil (2003)

Beyond Good & Evil é um jogo de acção-aventura produzido e publicado pela Ubisoft em 2003 para PlayStation 2, Xbox, GameCube e Windows. Uma versão HD foi lançada em 2011 para Xbox Live Arcade no Xbox 360 e PlayStation Network do Ps3. Em 2024, a Ubisoft lançou Beyond Good & Evil 20th Anniversary Edition para PC, Playstation 4, Playstation 5, Xbox one, Xbox serie S/X, Steam e Nintendo Switch.

A história conta as aventuras de Jade, uma repórter de investigação, perita em artes marciais, que trabalha para um movimento de resistência, que planeja revelar uma conspiração a nível mundial sobre alienígenas. O jogador controla Jade e os seus aliados, principalmente seu amigo Pey’j, um ser metade humano e metade porco, é assim que é a maioria dos moradores de Hillys.

Usando seu daï-jo (sua arma) e uma câmera, a aventura de Jade permitirá que você explore o planeta aquático Hillys com o veículo Beluga que pode andar na água e voar. Enfrente criaturas, invada áreas perigosas, conclua minijogos cativantes, dispute corridas e fotografe animais e provas para expor as tramas dos alienígenas.

Esse game tem uma trilha sonora épica e o jogo não é ruim, mas infelizmente no ano em que foi lançado, em 2003 houve lançamentos de muitos outros jogos aclamados e isso acabou ofuscando a chance desse game ser mais famoso.

Já faz muitos anos que a Ubisoft lança trailer do Beyond good ane evil 2 (movie cinematic: https://www.youtube.com/watch?v=od28_JG8jwE ), mas o jogo jogo ainda não saiu e essa é uma ótima oportunidade para vocês jogarem o primeiro jogo, que assim como eu já joguei o primeiro e estou ansioso pelo segundo, vocês também sentirão o mesmo.

🤖 2. Enslaved: Odyssey to the West (2010)

Enslaved: Odyssey to the West é um jogo de ação e aventura desenvolvido por Ninja Theory e publicado por Namco Bandai Games. Anunciado em 2009 como Enslaved, it was released, foi lançado em PlayStation 3 e Xbox 360 em Outubro de 2010 e até uma DLC em 2013, tanto para esses 2 consoles, como na steam.

Como uma adaptação do romance chinês Viagem ao Ocidente, o jogo se passa 150 anos num futuro pós-apocalíptico após uma guerra global. Apenas remanescentes da humanidade sobrevivem, juntamente com as máquinas de guerra ainda ativas que sobraram do conflito. Os jogadores controlam Monkey, que é forçado a escoltar uma personagem chamada Trip para casa com segurança. Monkey e Trip devem combater os inimigos usando sua equipe de uma perspectiva em terceira pessoa, em diferentes plataformas com desafios e solução de quebra-cabeças.

A captura de movimento desse game foi feito com o ator, Andy Serkis que fez grandes trabalho como a captura de movimentos e a voz de Ceasar de planeta dos macacos, o lider supremo Snoke em star wars e Golon em senhor dos anéis

Foi cogitado a produção de uma continuação da história, mas devido as vendas fracas, o projeto foi abandonado e a mídia física desse jogo para PS3 é um pouco rara de se encontrar e é bastante visado por colecionadores e um jogo usado de Enslaved custa tão caro quanto um jogo lançado recentemente,

🐺 3. Okami (2006)

Okami é um jogo eletrônico de ação/aventura publicado pela Capcom e desenvolvido pelo Clover Studio para PlayStation 2 em 19 de setembro de 2006 no Japão e na América do Norte, e em 2007 na Europa e Austrália. Foi o penúltimo jogo a ser desenvolvido pela Clover Studio, após o fechamento, alguns meses após o lançamento dele. Em 15 de abril de 2008, a Ready at Dawn e Tose em parceria com a Capcom, desenvolveram uma versão para Nintendo Wii e atualmente a Capcom lança versões em HD. Consoles e plataformas em que Okami foi lançado cronologicamente:

PlayStation 2 – Lançamento original em 2006.

Nintendo Wii – Lançado em 2008, com controles adaptados ao Wii Remote.

PlayStation 3 – Lançado em 2012 como Okami HD (versão em alta definição).

PlayStation 4 – Lançado em 2017 (Okami HD).

Xbox One – Lançado em 2017 (Okami HD).

Windows (PC) – Via Steam, também em 2017 (Okami HD).

Nintendo Switch – Lançado em 2018 (Okami HD)

Em Okami o jogador controla a personagem principal, Amaterasu que é uma raposa, por um ambiente com cel-shading, ao estilo de uma pintura em aquarela, que assemelha-se a uma ilustração animada japonesa feita a tinta com estilos diferentes de arte. Durante a jogatina, usa-se um pincel para pintar por exemplo uma ponte para atravessar o outro lado e para completar o jogo leva-se cerca de 30-40 horas.

VENDAS DE OKAMI: As vendas de Okami foram inicialmente muito modestas, especialmente em sua versão original no PlayStation 2 com cerca de 270.000 cópias até março de 2007, pois inicialmente fez mais sucesso no Japão visto que é um jogo baseado no folclore japonês, mas cresceram com o tempo devido ao status de cult e os relançamentos. Até 2022, estima-se que o jogo teria vendido mais de 3 milhões de cópias somando todas as plataformas.

Essa performance foi alcançada principalmente graças ao sucesso das versões em HD, que revitalizaram o interesse pelo jogo e o apresentaram a novos públicos e de acordo com os dados mais recentes disponíveis até junho de 2023, a franquia Okami alcançou a marca de 4 milhões de cópias vendidas mundialmente, porem mesmo assim ele ainda é um game pouco conhecido, por isso ele está aqui no nosso post “10 Jogos Incríveis que Você talvez Nunca Jogou (Mas Deveria!)”.

4. Grim Fandango

Grim Fandango é um clássico cult, a Desenvolvedora foi a LucasArts, o Diretor foi Tim Schafer e o Gênero é de Aventura com point-and-click e quebra cabeça.
Primeiramente foi lançado para Windows em 1998, em janeiro de 2015 foram criados remaster para Linux, Mac OS X, PlayStation 4 e PlayStation Vita, para Android e iOS em maio de 2015, para Nintendo Switch em novembro de 2018 e para Xbox One em outubro de 2020.

O visual desse jogo é uma mistura de arte noir dos filmes dos anos 1940, jazz, corrupção, pós-vida, com a temática da cultura mexicana, especialmente o Día de los Muertos (Dia dos Mortos). O design dos personagens é baseado em calacas, esqueletos decorados típicos da cultura mexicana.

Resumidamente, nós controlamos Manny Calavera, um agente de viagens do Departamento da Morte, que vende pacotes de viagem para as almas em sua jornada pelo descanso eterno, e por causa de uma de suas clientes, Mercedes Colomar, acaba se tornando o foco da investigação de Manny, pois a trama se envolverá por causa
de uma corrupção dentro da Terra dos mortos que impede as almas de alcançar o paraíso e numa jornada que levará quatro anos para ser concluída.

A dublagem em português de grin fandango é uma das melhores já feitas aqui no brasil, a nível de filmes como feitos pela Herbet Richards, mas a empresa que realizou esse excelente trabalho de dublagem foi a brasoft, que já trabalhou também traduzindo ou legendando produtos como CD-ROM, softwares e games da Microsoft, Macintoch e Xerox por exemplo.

A Sony disponibilizou esse jogo na PS PLUS de 2016 e eu não era assinante da PLUS nessa época e quando entrou em promoção, eu comprei, platinei e gostei muito pois os personagens são cativantes, engraçados e a dublagem foi muito bem feita. Uma pena que ele não tem o reconhecimento que merecia.

5. BLACK MESA

De 1998 até 2013 a Valve vendia um game de Tiro em primeira pessoa, Survival Horror e Ficção Científica que fez muito sucesso e que estava disponível nos pcs e playstation 2, o half life 1 e 2. Em seu lançamento, o jogo recebeu aclamação universal, com críticos elogiando a narrativa fluída sem interrupções, a apresentação e a jogabilidade realística, recebendo mais de cinquenta prêmios de Jogo do Ano para computador.
com tudo isso, surgiu muitos jogadores e de fato vendeu muito bem essa franquia e dezenas de fãs decidiram se reunir e criar um remeke desse game e ficaram quase 10 anos desenvolvendo e em 14 de setembro de 2012, foi o seu lançamento para a steam, o BLACK MESA.

Black Mesa começou como um projeto de fãs, mas que ficou tão bom que a própria Valve autorizou seu lançamento comercial. Eles adicionaram novos ambientes, uma história expandida, mais ação e desafio. É praticamente um jogo à parte dentro do próprio jogo de ralf-life, os gráficos são modernos, a Física e´aprimorada, a Inteligência artificial está melhorada e há novos diálogos e ambientações mais imersivos. Mas infelismente ele está aqui na nosssa lista de “10 Jogos Incríveis que Você talvez Nunca Jogou (Mas Deveria!)”, pois é um game que quase ninguém ouviu falar e que muitos ainda não jogaram.

E nem precisa de um pc potente. Para rodar Black Mesa no PC, o hardware mínimo recomendado é um sistema operacional Windows 10 ou superior, um processador Dual Core de 2.6 GHz ou superior, 6 GB de RAM, uma placa de vídeo com 2 GB de memória dedicada e espaço livre no disco de 20 GB

6. JOURNEY

Foco na Arte e no Ambiente: O jogo se destaca pela sua estética e ambiente, com uma experiência que valoriza a exploração e a beleza visual. Isso pode atrair um público mais específico, que valoriza a arte e a narrativa visual, em vez de um público amplo que procura jogos com mecânicas de gameplay mais complexas.

Jogabilidade Curta: O jogo é relativamente curto, com uma duração de cerca de 2 a 3 horas. Isso pode levar alguns jogadores a não se sentirem tão comprometidos com o jogo a longo prazo, em comparação com jogos que oferecem horas e horas de conteúdo.
Popularidade do Jogo:

Apesar de não ser um jogo de massas, “Journey” é um jogo muito bem avaliado e elogiado pela crítica, com uma forte presença online.
Em resumo, a popularidade de “Journey” é diferente da de jogos de sucesso de massas, mas isso não significa que é um jogo esquecido. A sua experiência única e foco na arte e na exploração atraem um público específico, que valoriza a beleza visual e a conexão entre jogadores

“Journey” é projetado para ser jogado sozinho mas o online é automático e no meio do seu jogo, você pode encontrar com um estranho, incentivando a cooperação e a conexão não-verbal. Essa experiência pode ser mais atraente só para alguns jogadores pois a preferência da maioria das pessaos hoje são jogos multiplayers com dezenas de jogadores na mesma seção.O jogo Journey está disponível para PlayStation 3 (PS3), PlayStation 4 (PS4), PC (através da Steam e da Epic Games Store), e iOS (iPhone e iPad).

O jogo se destaca pela sua estética e ambiente, com uma experiência que valoriza a exploração e a beleza visual. Journey é uma aventura muito particular em que os jogadores se colocam no lugar de um personagem sem gênero ou raça em uma jornada por desertos visualmente impressionantes. O título consegue gerar emoções muito fortes sem dar uma palavra, toca em temas em torno da vida e da morte e o faz com uma das melhores trilhas sonoras das últimas décadas. Isso pode atrair um público mais específico, que valoriza a arte e a narrativa visual, em vez de um público amplo que procura jogos com mecânicas de gameplay mais complexas.

No início de 2010, aconteceu uma nova fase de criação independente de jogos quando empresas como PlayStation e Xbox começaram a apoiar mais os estúdios e a promover seus esforços de maneiras diferentes, nas criações de jogos mais artisticos. Também outro bom exemplo é a UbiArt Framework que é uma ferramenta que facilita a criação e utilização de conteúdo artístico em jogos da ubisoft. Por ter mais liberdade criativa, permite que artes conceituais sejam facilmente transformadas em jogos, com um estilo único de desenho à mão e por isso que temos hoje child of light e Valiant hearts the great war, que são uma obra prima em forma de game.

Por isso que você deveria jogar e dar uma chance para Journey, pois é um game que não é só focado em gameplay mas nos cenários e na trilha sonora. Você vai se surpreender com esse game e aqui está um link para você ter uma ideia de como ele é incrível nesse gameplay sem comentários:
https://www.youtube.com/watch?v=g5XoGH29yqU

7_ SPEC OPS THE LINE

1. Introdução ao jogo
Spec Ops: The Line é um jogo de tiro em terceira pessoa lançado em 2012, desenvolvido pela Yager Development e publicado pela 2K Games. Embora à primeira vista parecesse apenas mais um shooter militar genérico, o jogo surpreendeu com uma narrativa intensa, madura e perturbadora. Inspirado livremente no livro O Coração das Trevas de Joseph Conrad (o mesmo que inspirou o filme Apocalypse Now), o título entrega uma experiência única dentro do gênero, desconstruindo o heroísmo comum em jogos de guerra.

2. A história
A trama se passa em Dubai, após a cidade ser engolida por tempestades de areia catastróficas. O jogador controla o Capitão Martin Walker, enviado com sua equipe para investigar o paradeiro do Coronel John Konrad e seu batalhão, que desapareceram após desobedecer ordens de evacuação. O que começa como uma simples missão de reconhecimento rapidamente se transforma em um pesadelo psicológico, onde as fronteiras entre certo e errado se tornam cada vez mais distorcidas.

3. Psicologia e narrativa impactante
O que realmente diferencia Spec Ops: The Line de outros jogos de tiro é seu foco em mostrar o lado sombrio da guerra. Ao longo da campanha, o jogador é forçado a tomar decisões moralmente ambíguas, cujas consequências são emocionalmente pesadas. O jogo constantemente questiona a responsabilidade do jogador, quebrando a quarta parede e confrontando diretamente a ilusão de controle e glória dos games de guerra tradicionais.

4. Plataformas disponíveis
Spec Ops: The Line foi lançado para PlayStation 3, Xbox 360 e PC (Windows). Apesar de não estar disponível oficialmente para consoles da nova geração, é possível jogá-lo via retrocompatibilidade no Xbox One e Xbox Series X/S. No PC, o jogo pode ser adquirido em lojas como a Steam, embora em alguns períodos tenha sido temporariamente removido por questões de licenciamento musical.

5. Por que o jogo fracassou comercialmente
Apesar dos elogios da crítica e da sua narrativa inovadora, Spec Ops: The Line não teve sucesso comercial. Muitos acreditam que isso se deve à forma como o jogo foi vendido, com trailers que o apresentavam como mais um shooter genérico, sem revelar sua profundidade narrativa. Além disso, a jogabilidade, embora funcional, era considerada inferior a outros títulos populares da época como Call of Duty ou Battlefield, afastando jogadores em busca de ação mais fluida.

6. Por que você deveria jogar hoje
Mesmo após mais de uma década de seu lançamento, Spec Ops: The Line continua extremamente relevante. Ele oferece uma experiência introspectiva e emocional rara nos jogos de ação. Se você procura algo além de explosões e tiroteios, e deseja mergulhar em uma narrativa que desafia sua percepção de heroísmo e moralidade, este jogo é obrigatório. Ele pode até te fazer repensar a forma como você consome entretenimento bélico.

7. Conclusão: um clássico cult incompreendido
Spec Ops: The Line pode não ter sido um sucesso de vendas, mas deixou uma marca profunda em quem o jogou. Com o tempo, ele conquistou o status de “cult”, sendo frequentemente citado em discussões sobre jogos que vão além do entretenimento e tocam temas sérios. Se você ainda não jogou, esta é a sua chance de descobrir um dos títulos mais corajosos e subestimados da história dos videogames. Eu estou louco para pegar esse game um dia para a minha coleção e para você que coleciona jogos de playstation 3 ou xbox 360, vale muito a pena ter essa obra prima na coleção.


8_ Majin and the Forsaken Kingdom

Majin and the Forsaken Kingdom – Um tesouro esquecido da geração passada

Lançado em 2010 pela Game Republic e publicado pela Bandai Namco, Majin and the Forsaken Kingdom é um daqueles jogos que passaram despercebidos na época, mas que merecem ser lembrados como verdadeiras joias escondidas. Misturando elementos de ação, aventura e resolução de puzzles, o título trouxe uma proposta criativa e emocional, mas infelizmente não alcançou o sucesso comercial esperado.

O game foi lançado para PlayStation 3 e Xbox 360, sem receber versões posteriores para outras plataformas. Essa limitação acabou restringindo sua base de jogadores, especialmente porque não houve relançamentos em consoles modernos ou PC. Isso significa que muitos fãs de jogos de aventura nunca tiveram a oportunidade de conhecer essa obra única, que hoje é lembrada apenas por aqueles que a descobriram na época ou colecionadores dedicados.

A história de Majin and the Forsaken Kingdom acompanha Tepeu, um jovem ladrão que se alia a uma criatura mística conhecida como Majin. Juntos, eles precisam restaurar a vida em um reino tomado pela escuridão. O enredo, apesar de simples, se destaca pelo laço emocional entre os dois protagonistas. A relação entre Tepeu e Majin é construída de forma leve e tocante, lembrando bastante a dinâmica de amizade presente em clássicos como The Last Guardian ou até mesmo em histórias de animação da Disney e da Pixar.

A jogabilidade é outro ponto interessante. O jogador controla Tepeu, enquanto Majin é guiado por comandos. Essa mecânica exige cooperação constante: enquanto Tepeu se infiltra e resolve enigmas, Majin usa sua força para derrotar inimigos, mover obstáculos e desbloquear áreas. Essa interação cria uma sensação de parceria verdadeira, fazendo com que cada vitória seja compartilhada entre os personagens.

Visualmente, o jogo apresentou um estilo artístico encantador, com cenários cheios de cores vibrantes misturados a uma atmosfera melancólica. Mesmo não tendo gráficos de ponta em comparação com outros lançamentos da época, a direção de arte conseguiu transmitir a sensação de um mundo mágico corrompido pela escuridão. A trilha sonora, suave e envolvente, complementa perfeitamente a jornada de Tepeu e Majin, reforçando o clima de amizade e esperança.

Mas se o jogo tinha tantas qualidades, por que não fez sucesso? A resposta está no momento do mercado. Em 2010, a indústria estava dominada por títulos de ação realistas e blockbusters como Call of Duty e Assassin’s Creed. Majin and the Forsaken Kingdom parecia um jogo “menor”, com foco em narrativa e cooperação, algo que não chamava tanta atenção da mídia e do grande público. Além disso, a falta de marketing e divulgação pesou bastante para que o game caísse no esquecimento.

Outro ponto que contribuiu para seu fracasso foi a falta de continuidade. Não houve sequência, DLCs ou relançamentos, o que fez com que Majin and the Forsaken Kingdom permanecesse preso ao passado. Com o passar dos anos, ele acabou se tornando um título “cult”, lembrado apenas por jogadores que tiveram a sorte de experimentá-lo na época. Ainda assim, sua proposta única continua atual e relevante.

Mesmo não tendo conquistado fama, Majin and the Forsaken Kingdom é uma experiência que merece ser revisitada. O jogo é curto, mas marcante, oferecendo uma mistura equilibrada de ação, puzzles e emoção. Mais do que isso, ele mostra como os videogames podem explorar relações de amizade de maneira criativa e envolvente.

Se você gosta de jogos como ICO, The Last Guardian ou Brothers: A Tale of Two Sons, certamente encontrará em Majin and the Forsaken Kingdom uma aventura cativante que ficou perdida no tempo. É um lembrete de que nem sempre os maiores sucessos comerciais são aqueles que deixam as memórias mais fortes. Às vezes, os verdadeiros tesouros estão escondidos e esperando para serem descobertos. Link da gameplay completa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=9sI92hYtaHk&t=2602s

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